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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

As miudezas que me cabem

As miudezas que me cabem
Nessa mão diminuta
Meus erros, minhas frustrações.
Nada disso serve aos homens
Nada disso serve ao mundo

Vasto mundo que me engole
Sem poesia nos dentes
Me devora
FAMINTO
Esgoelado e sem pudor
Rói meus sonhos pequenos
Minhas mudas de esperança
Num mundo melhor
Transforma tudo em mercadoria
E me vende a um alto preço
Só pra eu me endividar...

Meu tamaninho! sou uma criança
Tentando brincar de VIVER
No mundo de gente grande
Já acostumada a SOBREVIVER
Gente que acorda cedo pras ninharias
E no seu tiquinho de terra
Seu tiquinho de teto
Pensa ter tudo que precisa:
Um pedaço de pão
Uma água barrenta
Um pouco de tempo enlatado
E um sorriso falso de televisão.

Sou o cotovelo da sociedade
Um pequeno que anda só
E sou a menor história da humanidade
Aquela que vai embora fácil
Que termina abreviada sem começar
Por que sou um mundo e uma existência
Onde eu não existo nem em mim.




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