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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Frestas

Quando o choro quebrar o decoro
Não haverá surdos
As paredes são as mesmas
As mesmas casas quebradas
Os vizinhos se estranham
Se olham e não se reconhecem
Mas tecem a mesma teia
Sonham os mesmos sonhos
E se odeiam e se amam.
Mas o que é real vem depressa
Sorrateiramente nos meandros
Invade frestas, infesta armários
Cala as noites e colore os dias
Sem mostrar sua face
Sem dizer nada...

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