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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Soneto ao Menino

Era um sinal divino a luz vermelha
Balas postas no chão, vai o menino
No minuto que tem repete o Hino
Desenvolto, no verde destrambelha...

Aquela gente triste e o desatino;
Abre e fecha o sinal, voa a abelha
No semblante fechado vê a centelha
Essa tristeza é ódio ao seu destino.

Deu-se então de morar onde há crime
Do tipo que a Tevê ama e espalha
E que é pra essa gente uma navalha

E o menino que lá longe trabalha
Vendendo suas balas foi pro time
Dos que o trabalho honesto não oprime.


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