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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Estar só

Estar só, existir sozinho
Conheço os rumos e não importam as estradas
Ir ou vir é indiferente:
Sempre acabo no mesmo lugar.

No cerne da cidade, ruas vazias
Um olhar oblíquo lançado sobre mim
Passante como nódoa no Sol...
Desbravei um mundo, conheci as vilas
Mas dentro de mim permanece o vazio:
Inda é real a solidão.

Som mecânico no ouvido para acordar.
Acordo programado para a infelicidade
Toda a certeza que eu carrego comigo
Some na primeira esquina
No primeiro gole de café
Na primeira risada matinal, e vai sumindo
Como o Sol que se vai no crepúsculo
Como Vênus se apagando no arrebol.

Fiz de mim minha companhia
E, da solidão que me pertence, fi-la acessório
Boto-a no bolso e saio pela rua
Dando sorrisos e apertos de mãos
Desejando ter o que ofereço
Implorando por dentro para deixar de ser eu.


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