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sábado, 13 de agosto de 2016

Olhos da noite

Nasce, enfim, os meus olhos da noite
No céu azul sem estrelas
Brilhando opaca, luz derramada
Feito lágrimas de dor por quem se vai.

Choro essa vã angústia
Mas choro em silêncio.
Disfarçando o riso, rio baixo
Para que ninguém acorde.

(Se olho para cima buscando consolo
É por que aprendi a rezar com as mãos para o céu
Mas é lá, onde o universo começa,
Que terminam meus sonhos como poeira.)

Pedi para ser feliz a um Deus velhinho 
Ele me disse para nunca amar...
Balela! Amor é arte dos tolos
Mas pode ser belo como a lua:
As fases são tão certas e previsíveis
A dor muda de estação pra estação.







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