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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Que alvorada! Que penumbra!

Que alvorada! Que penumbra!
Esse desforro da minha luz querida
Fanal luzente de mim esvaída
Dor perene transfigurada em sombra!

Que alvorada! E que sorte tive!
Ter sido escolhido para sofrer na vida...
Sofrer de amor e parecer humano
Ver minha angústia assim repetida!

Que penumbra paira! Que palor!
Sobre mim se apaga o céu da luz descida
E tombado de joelhos foge-me o calor
E me adentra, enfim, a prometida!

Derradeira volúpia esse amanhã
Um porvir de alento e escuridão
Ter meu fim na fulgura de um afã
Rebentar num flui arrebol de solidão.






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