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terça-feira, 28 de abril de 2015

Ária de Silêncio e Paz

Ária emplumada que tua voz entoa
Na melodia de uma primavera
Transforma tempestade em garoa
Acalma-me, os males dilacera.

Dos lábios doces de fazer quimera
No estribo, a nota que estridente ecoa,
Propagada a onda no ouvido gera
Silêncio d'alma que a paz coroa.

Quando o cair da noite visceral
No âmago dos seres vocifera
Tua voz faz-se meu mantra contra o mal

E quem de longe te ouve, imagina
Que o céu, enfim, à terra descera
Num mar de graça de voz cristalina.

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