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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Vitral

O vitral dava pra ruazinha
Na lateral da igreja velha
Antiga como a cidade
Construída ao redor dela.
Parecia um litostroto suspenso
Mais polido, transparente
Quase translúcido
Quanto a paz que ali pairava.
Da igreja tradicionalmente branca
Via-se o efeito do tempo em seus detalhes.
O sino velho acima dela
As pessoas novas em sua frente
Lembrava velhas canções
Velhos poemas, velhas lembranças...
Todas as tardes eram sonolentas
Como as missas rezadas
Como as canções de Hildegard
Cantadas em coro por uma multidão
Que acompanhava o soar do órgão.
Uma saudade deslizava nas paredes
E habitava os vapores
Que as janelas altas expulsavam...
Hoje longe, muito longe,
Após tanto tempo
Eu só olho as fotos daquele tempo
E peço com devoção
Pra que nada tenha mudado por lá...




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