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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Camponês de ideias

Abrir mão de toda a essência
Par ser um camponês de ideias
Sem toda a sofisticação computacional
Sem a pompa dos títulos acadêmicos.
Ser um pastor dos próprios pensamentos
Sem mesas de formação intelectual
Sem debates entre teóricos opostos
Somente si e o próprio silêncio
O âmago das coisas somos nós
E a filosofia primeira é a vida
Sem filosofias, somente viver.
O quê é então a solidez do conhecimento
Senão perguntas irrespondíveis?
Quem somos nós...para onde vamos...
Quando conseguiremos a paz mundial...
Quem é Deus? Quem é Deus de quem?
Perguntas vazias, perguntas sem respostas
Que nos fazem pensar no externo, 
Sem olharmos para nós. 
Temos computadores, mas não temos paz.
Temos internet, mas não temos paz.
Tem astronomia, mas não temos paz,
Técnicas fantásticas, máquinas fantásticas
Mas o que temos, não somos.
Não podemos ser máquinas, mas podemos, sim,
Ser pensamentos, ser os representantes 
De nossa própria filosofia
E, no fim, ninguém recordará de nós
Só de nossas máquinas, pois, 
Até agora, foi nelas que nos tornamos.

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