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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Morto coração

Morto não sei quando
O coração que nunca tive.
Anunciou a família num carro de som
Uma nota, o falecimento do coitado.
Vinha sentindo-se mal,
Vomitando sentimentos mal-digeridos
Regurgitando remorsos
Amores passados, decepções
Doenças fatais, arrebatadoras.
Agora, adormece, finalmente,
O corpo, relaxando,
Num ofurô de pensamentos fugazes,
Corpo são, mente sã,
Alma tranquila a drener angústias
Reciclar memórias e afazeres.
Planeja a cabeça um final feliz
Sem ter complicadores nas decisões
Agora não teme bifurcações na estrada
Segue seu caminho o corpo
Guiado por uma mente racional
Que livre nunca há de ter sido
Posto que liberdade é um sonho
Mas que agora respira um ar
Sem as ilusões de um coração parasita.


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