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segunda-feira, 30 de março de 2015

Poema sem Nome

Mais uma vez, rainha,
Arrebata-me violentamente,
Na fugacidade dos meus sonhos vis
Que ostento em surdina...

Amor, ser amado, ser amante,
O ser que não é nem verbo, nem sujeito
É o indizível, um moleque
Cuja juventude o deixa à mercê 
Do balouço do mar
Nesta vida que é um barco atracado no cás
E quando partimos para o amor,
Não voltamos para nós.

É o mar que nos molda o modo de amar
Em cada onda, em cada correnteza
Na espuma das vagas massivas 
Que nos molham os olhos
Em cada porto que não é porto
Em cada âncora que nos impede de seguir em frente.

Tristeza, abraça-me carinhosamente
Deixa-me em presença do quê não tenho
Como se fosse beijar minha fronte
Acariciar-me a face rotunda
E sobre minha espádua negra fosse debruçar-se
Na hora que te preciso de corpo e alma
Abandona-me, arrebata-me o calor
Congela-me em mim, nos meus mares e rios
Quando cai o céu sobre minha alma
E a noite me abarca em suas mãos.
Pousa-me no seio da solidão, amante silenciosa,
Vai partir rumo ao infinito de novo
Tão depressa que quase sou feliz
Antes que tu voltes.

E ainda assim sou meu próprio algoz...
Quem tem o amor que me seduziria?
Quem acreditaria que é possível amar como eu amo?
Estou morto? Sou um sonho, 
Que ninguém há de sonhar comigo...

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