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segunda-feira, 30 de março de 2015

Nas filas dos Hospitais

Ilusão de céu azul
Sobre a cabeça, vertigens
A bem vinda aurora
Por quê veio?
Deixe o vazio seguir seu rumo
Fio de prumo da vida
Amor? Trabalho? Igreja? Filhos?
Mostre-me uma lágrima
Que não tenha secado
Chamarei-a de esperança
E as minhas moram no chão
Pisoteadas pela inocência
Da igualdade que não existe
Dos amores que não resistem
Das vidas que não residem
Das dúvidas que persistem
Sentimentos? Que é sentir?
Um ou zero, binário,
Resuma-me a códigos
E máquinas não sofrem
Eu ainda tenho um coração
Que é parte das estatísticas
Nas filas dos hospitais.

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